Uma música para o domingo. É neste dia, em que corpo e alma reclamam, se estranham e juntos procuram sossego, que compartilho a singeleza e sensilidade da letra e melodia que falará por si para um bom começo de semana. Trata-se de um vídeo caseiro de uma nova banda (Bon Voyage) composta por alguns amigos meus que atualmente residem em Teresina.
amor
(60)
angústia
(68)
arte
(4)
artigos
(25)
cinema
(6)
citação
(42)
dica de sexta
(54)
discos
(29)
eu escrevi
(69)
filmes
(18)
fotografia
(11)
fé
(35)
livros
(8)
morte
(21)
músicas
(45)
para pensar
(92)
poesia
(132)
ser humano
(126)
superação
(37)
vida
(140)
videos
(106)
domingo, 3 de junho de 2012
terça-feira, 29 de maio de 2012
Aqui bate um coração
O amor é quando a gente mora um no outro. (Mário Quintana) Amor: duas solidões protegendo-se uma à outra. (R. M. Rilke) O amor é a poesia dos sentidos. (Honoré de Balzac) O amor é a compensação da morte. (Arthur Schopenhauer) O amor é a arte de criar algo com a ajuda da capacidade do outro. (Bertolt Brecht) Amor é o que se aprende no limite, depois de se arquivar toda a ciência herdada, ouvida. (Carlos Drummond de Andrade) O amor é uma flor delicada, mas é preciso ter coragem de ir colhê-la à beira de um precipício. (Sthendal) O amor tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. (Paulo de Tarso) A palavra amor anda vazia. Não tem gente dentro dela. (Manoel de Barros)
Criada por 20 amigos, a iniciativa batizada de "Aqui bate um coração" levou às principais estátutuas localizadas na Sé, Anhangabaú, República, Arouche, Ibirapuera e Trianon corações de isopor. De acordo com os integrantes, o movimento tem como finalidade "colocar um pouco mais de amor no cotidiano do outro e no próprio coletivo que espera que os pontinhos vermelhos espalhados pela cidade despertem sorrisos"
sábado, 26 de maio de 2012
Emmet Gowin e a poética do cotidiano familiar
"Minhas fotos tencionam representar algo que não se vê." Emmet Gowin
Nascido em 1941, Emmet Gowin cresceu no sul do estado norte-americano de Virginia. Começou a fotografar em 1961, no Richmond Professional Institute, e graduou-se no Rhode Island School of Design. Emmet ganhou atenção pela primeira vez com uma série de retratos muito íntimos de sua esposa, Edith em vários momentos da vida cotidiana, e, mais tarde, de seus filhos. Priorizava a abstração e os aspectos formais, Emmet traça uma visão mais ampla da vida familiar. Por toda a carreira, utilizou majoritariamente câmeras de grande formato, o que o levou a apreciar, também, experimentos óticos e de câmera escura. O uso de lentes 4 x 5 e 8 x 10 o ajudou a adicionar dramaticidade às imagens. Novas experiências e mudanças no ambiente familiar, como o crescimento dos filhos, ajudaram-no a se aventurar em outros assuntos.quarta-feira, 23 de maio de 2012
Luz do Sol
O Sol tocou minha face
O que é isso, meu Deus?
Pra quê romper minha escuridão,
que já faz parte de mim,
que já tem luz própria?
Pra quê dia?
O Sol tocou minha face
Penetrou pelas frestas da minha janela ocular
Iluminou-me
Inebriou-me
Encheu-me de vento solar
Vento do Espírito Santo
O Sol tocou minha face
Contraiu músculos
Abriu minha boca e expôs meus dentes
Clarificando-os
Dente, gengiva, pele, pêlos
Elucidou-os
A luz do Sol tocou minha alma
Irritou-me
Alimentou-se
Alinhou-me com Saturno
Fez dia nascer em mim
Fernando Martins
segunda-feira, 21 de maio de 2012
No Elevador do Filho de Deus
A gente tem que morrer tantas vezes durante a vida
Que eu já tô ficando craque em ressurreição.
Bobeou eu tô morrendo
Na minha extrema pulsão
Na minha extrema-unção
Na minha extrema menção
de acordar viva todo dia
Há dores que sinceramente eu não resolvo
sinceramente sucumbo
Há nós que não dissolvo
e me torno moribundo de doer daquele corte
do haver sangramento e forte
que vem no mesmo malote das coisas queridas
Vem dentro dos amores
dentro das perdas de coisas antes possuídas
dentro das alegrias havidas
Há porradas que não tem saída
há um monte de "não era isso que eu queria"
Outro dia, acabei de morrer
depois de uma crise sobre o existencialismo
3º mundo, ideologia e inflação...
E quando penso que não
me vejo ressurgida no banheiro
feito punheteiro de chuveiro
Sem cor, sem fala
nem informática nem cabala
eu era uma espécie de Lázara
poeta ressucitada
passaporte sem mala
com destino de nada!
A gente tem que morrer tantas vezes durante a vida
ensaiar mil vezes a séria despedida
a morte real do gastamento do corpo
a coisa mal resolvida
daquela morte florida
cheia de pêsames nos ombros dos parentes chorosos
cheio do sorriso culpado dos inimigos invejosos
que já to ficando especialista em renascimento
Hoje, praticamente, eu morro quando quero:
às vezes só porque não foi um bom desfecho
ou porque eu não concordo
Ou uma bela puxada no tapete
ou porque eu mesma me enrolo
Não dá outra: tiro o chinelo...
E dou uma morrida!
Não atendo telefone, campainha...
Fico aí camisolenta em estado de éter
nem zangada, nem histérica, nem puta da vida!
Tô nocauteada, tô morrida!
Morte cotidiana é boa porque além de ser uma pausa
não tem aquela ansiedade para entrar em cena
É uma espécie de venda
uma espécie de encomenda que a gente faz
pra ter depois ter um produto com maior resistência
onde a gente se recolhe (e quem não assume nega)
e fica feito a justiça: cega
Depois acorda bela
corta os cabelos
muda a maquiagem
reinventa modelos
reencontra os amigos que fazem a velha e merecida
pergunta ao teu eu: "Onde cê tava? Tava sumida, morreu?"
E a gente com aquela cara de fantasma moderno,
de expersona falida:
- Não, tava só deprimida.
Elisa Lucinda
sexta-feira, 18 de maio de 2012
En mi piel
Nascida em Palma de Mallorca em 1972, Concha Buika lançou em 2011 seu sexto disco, "En Mi Piel", que trouxe músicas inéditas e de quatro álbuns da cantora. Sua voz performática e sua força interpretativa se unem com bulerias, tanguillos e jazz neste disco. O resultado é um som dançante e hipnotizante que baila e embala a alma daquele que escuta. Entre seus fãs está o cineasta Pedro Almodóvar, que acrescentou quatro de suas canções em seu ultimo filme "A Pele que Habito".
CD 1
01. Por El Amor De Amar (Necesito Amor)
02. Se Me Hizo Facil (B.S.O. La Piel Que Habito)
03. Mi Niña Lola
04. Nostalgias
05. No Habra Nadie En El Mundo
06. Talk to Me (Habla)
07. New Afro Spanish Generation
08. Jodida Pero Contenta
09. La Falsa Moneda
10. Arboles De Agua
11. Volver
12. En El Ultimo Trago (Con Chucho Valdes)
13. Somos (Con Chucho Valdes)
14. Volveras
CD 201. Sueno Con Ella (Tema Nuevo)
02. Oro Santo
03. En El Mismo Lugar
04. Nos Hizo Falta El Tiempo (Con Armando Manzanero)
05. Llegar A Ti
06. Bahia Negra (Con Bebo Valdes)
07. Como Era (Tema Nuevo)
08. Habanerias (Con Javier Limón)
09. Triunfo
10. You Get Me (Con Seal)
11. Volver Volver
(Directo En North Sea Jazz Festival De Rotterdam)
12. Perla Marina (Con Ivan "melon" Lewis)
quarta-feira, 16 de maio de 2012
Lugares que me lembram
Eu amo fotografia. Hora ou outra, necessito capturar com a lente de uma câmera aquilo que é fruto das minhas vivências mais íntimas. Tenho a sensação que, tal como a poesia, a fotografia tem o poder de elaborar, sublimar e conectar o ser e o estar, a dor e o tempo. Compartilho aqui algumas imagens que fotografei com meu celular em alguns lugares por onde passei.
Uberlândia - MG
Cemitério da Consolação, São Paulo - SP
São Paulo - SP
Faculdade Pitágoras, Uberlândia - MG
Peirópolis, Uberaba - MG
Aeroporto de Ituiutaba, Ituiutaba - MG
Praça da Estação, Belo Horizonte - MG
Instituto Ricardo Brennand, Recife - PE
Pinacoteca do Estado de São Paulo, São Paulo - SP
Porto de Galinhas - PE
Memorial de Minas Gerais, Belo Horizonte - MG
Ouro Preto - MG
Ouro Preto - MG
Ouro Preto - MG
Praça do Papa, Belo Horizonte - MG
Uberlândia - MG
pelos caminhos que ando
um dia vai ser
só não sei quando
paulo leminski
domingo, 13 de maio de 2012
amor de mãe
mãe e filho dão passos
a mulher solta-lhe a mão
o menino necessita andar
fernando martins
Obra de Fernando Botero, pintor e escultor
sexta-feira, 11 de maio de 2012
Ingmar Bergman vs. Orson Welles
Em entrevista à biógrafa Barbara Leaming, em 1983, o cineasta norte-americano Orson Welles dizia: “Há uma enorme quantidade de Bergman que eu preferia estar morto a ter que assistir”. Anos depois, em 2002, o diretor sueco Ingmar Bergman retrucava a um repórter do jornal Sydsvenskan: “Para mim, ele [Welles] é só uma piada. É vazio. Não é interessante. É morto”.
Os diretores rivais são tema de duas mostras de cinema no Rio de Janeiro neste mês: O Legado de Orson Welles, que traz 14 filmes, entre eles Cidadão Kane (1941) e o documentário É Tudo Verdade (1993), que retrata a passagem do diretor pelo Brasil em 1942; e Ingmar Bergman, que exibe 51 filmes, como O Sétimo Selo (1957), Morangos Silvestres (1957) e Gritos e Sussuros (1972).
A seguir, três especialistas escolhem qual é o seu favorito.
Eduardo Coutinho, cineasta
“Posso dizer que o Orson Welles, pela sua importância histórica no cinema, foi maior. Tudo nele era mentira: construía personagens que eram ele próprio e os fazia poderosos. Um dos meus filmes preferidos é A Marca da Maldade.”
Laís Bodanzky, cineasta
“O tempo passa e o cinema de Welles continua atual e enigmático. Fez da sua profissão um eterno questionamento da verdade. E, mesmo contratado para contribuir com a política americana de boa vizinhança, mostrou o verdadeiro Brasil por trás das bananas de Carmen Miranda e Zé Carioca, com seu inacabado É Tudo Verdade.”
Hermes Leal, diretor da Revista de Cinema
“Os dois são grandes. Bergman introduziu no cinema o sentido da vida por meio de personagens, de mundos internos, do medo da morte. E Welles foi um esteta, um modernista que introduziu no cinema o jogo cênico dos personagens com os planos cinematográficos.”
O Legado de Orson Welles
Onde: Caixa Cultural RJ – Av. Almirante Barroso, 25, Rio de Janeiro (RJ) Quando: até 13/5 Quanto: até R$ 4 Info.: (21) 2544-4080, www.caixa.gov.br/caixacultural
Ingmar Bergman
Onde: CCBB-RJ – R. Primeiro de Março, 66, Rio de Janeiro (RJ) Quando: 8/5 a 10/6 Quanto: até R$ 6 Info.: (21) 3808-2020
Cidadão Kane
Citizen Kane, 1941, 119 min
Direção: Orson Welles
A ascensão de um mito da imprensa americana, de garoto pobre no interior a magnata de um império dos meios de comunicação. Inspirado na vida do milionário William Randolph Hearst.
A Marca da Verdade
Touch of Evil, 1958, 95 min
Direção: Orson Welles
Ao investigar um assassinato, Ramon Miguel Vargas (Charlton Heston), um chefe de polícia mexicano em lua-de-mel em uma pequena cidade da fronteira dos Estados Unidos com o México, entra em choque com Hank Quinlan (Orson Welles), um corrupto detetive americano que utiliza qualquer meio para deter o poder.
O Sétimo Selo
Det sjunde inseglet, 1957, 96 min
Direção: Ingmar Bergman
Após dez anos, um cavaleiro (Max Von Sydow) retorna das Cruzadas e encontra o país devastado pela peste negra. Sua fé em Deus é sensivelmente abalada e enquanto reflete sobre o significado da vida, a Morte (Bengt Ekerot) surge à sua frente querendo levá-lo, pois chegou sua hora. Objetivando ganhar tempo, convida-a para um jogo de xadrez que decidirá se ele parte com a Morte ou não. Tudo depende da sua vitória no jogo e a Morte concorda com o desafio, já que não perde nunca.
Persona
1966, 85 min
Uma atriz emudece e é internada por isso. Na verdade, apenas se nega a falar e passa a ser cuidada por uma enfermeira. As duas, isoladas, vão estabelecendo uma relação de intimidade e simbiose de personalidades.
terça-feira, 8 de maio de 2012
Terça-feira
Necessito me preparar para o amanha
Um papel e uma caneta me bastam
Não pretendo escrever um poema longo
Rimas ricas e rebuscadas hoje, só iriam me conter.
Meu poema hoje é pobre
Um poema que nasce da miséria de uma alma
O primeiro dia de mais uma semana
E mais um de uma história que se perdeu
Deixou-se perder no tempo,
se perdeu em sua capacidade de mentir a si mesmo.
E neste dia cansativo e longo,
cheio de encontros e desencontros,
que são próprios de segundas-feiras,
ouvindo os vários passos e várias vozes dos transeuntes
percebi que necessito de ter a mim perto de mim.
Por isso comunico:
Aquela parte íntima,
do mais profundo que já houve no meu ser,
que dei somente a ti,
tomo hoje de volta
nestes últimos versos de uma segunda-feira qualquer.
Desprendo-me do teu espírito
e alço o voo
que tanto anseio levantar.
Desfaço-me desta trama
Inacabada
E destes versos que escrevi
Renascerei como fênix
Fernando Martins
Marcadores:
amor,
angústia,
eu escrevi,
poesia,
superação
.jpg)





















.jpg)
.jpg)
.jpg)


.jpg)





















